13. GOING FLAT, FEELING FREE/ ficar plana e plena

PT

Two years ago, I attended a conference in São Paulo, Brazil, regarding breast cancer oncoplastic surgery. One of the speakers, a breast surgeon, presented a case of a woman with terminal breast cancer. He argued that that woman, with six months of life expectative, has the right to go to an oncoplastic reconstruction to have a dignified death.

I was thinking that time, what are the values of modernity: aesthetic results or spiritual fullness? There is not a binary answer to this question. There are multifactorial circumstances that can be determinant for this answer in both ways.

I’m working with patients with breast cancer for 19 years. Every day I learn new things and change experiences with each patient that I meet. I felt intrigued when I hear, from many of these women, that after the mastectomy, they changed the way they face for life and decided to go flat: free from cancer. They always say they were reborn after cancer and changed their lifestyle and personal values, most often for better ones.

On the other hand, since I started my study regarding breast implants (SIGBIC), I met a lot of women suffering from their new artificial breasts. Complaints regarding Breast Implant Illness takes part in my daily practice. Many of the patients, cured of cancer, experienced a lousy journey with the new breasts, especially that ones who underwent radiotherapy. Some of that went to 2-4 reops to try to fix implant complications.

This week, I read an article at Breast Journal, that issued “going flat” based on a social media survey of women who do not pursue reconstruction after mastectomy for breast cancer.

I understand those women and wonder why they do not share their experiences in medical societies, only in social media groups like Facebook. Just like the same of Breast Implant Illness groups, as I called the voices of silence.

In the article, the author suggests that we should re-think the way we face cancer and its management.

It will be great if every person involved in the breast cancer treatment disclosures for any conflict of interest, from the pros and cons of the surgery, cost-effective, complications related to silicone breast implants, and any compliance with the silicone industry.

I believe that it’s essential for women to share their experiences so women can realize that going flat is an alternative. A mindful and spiritual approach could replace the aesthetic foreign body in particular cases.

https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/tbj.13781

Há dois anos, participei de uma conferência em São Paulo, Brasil, sobre cirurgia oncoplástica de câncer de mama. Um dos oradores, cirurgião de mama, apresentou o caso de uma mulher com câncer de mama terminal. Ele argumentou que essa mulher, com seis meses de vida, tem o direito de ir a uma reconstrução oncoplástica para ter uma morte digna.

Eu estava pensando naquele tempo, quais são os valores da modernidade: resultados estéticos ou plenitude espiritual? Não há uma resposta binária para esta pergunta. Existem circunstâncias multifatoriais que podem ser determinantes para essa resposta nos dois sentidos.

Trabalho com pacientes com câncer de mama há 19 anos. Todos os dias aprendo coisas novas e troco experiências com cada paciente que encontro. Fiquei intrigado quando soube, por muitas dessas mulheres, que após a mastectomia, elas mudaram a maneira de encarar a vida e decidiram ficar planas: livres de câncer. Eles sempre dizem que renasceram após o câncer e mudaram seu estilo de vida e valores pessoais, na maioria das vezes por melhores.

Por outro lado, desde que comecei meu estudo sobre implantes mamários (SIGBIC), conheci muitas mulheres que sofriam com seus novos seios artificiais. As reclamações sobre doenças nos implantes mamários participam de minha prática diária. Muitos dos pacientes, curados de câncer, experimentaram uma péssima jornada com as novas mamas, especialmente aquelas que foram submetidas a radioterapia. Muitas são submetidas a 2-4 reabordagnes para tentar corrigir as complicações do implante.

Nesta semana, li um artigo no Breast Journal, que publicou “going flat” com base em uma pesquisa de mídia social de mulheres que não buscam reconstrução após mastectomia para câncer de mama.

Eu entendo essas mulheres e me pergunto por que elas não compartilham suas experiências nas sociedades médicas, apenas em grupos de mídia social como o Facebook. Assim como os grupos de doenças dos implantes mamários, como chamei as vozes do silêncio.

No artigo, o autor sugere que devemos repensar a maneira como enfrentamos o câncer e seu manejo.

Será ótimo se todas as pessoas envolvidas no tratamento do câncer de mama se recusarem a qualquer conflito de interesses, dos prós e contras da cirurgia, com boa relação custo-benefício, complicações relacionadas aos implantes mamários de silicone e qualquer conformidade com a indústria de silicone.

Acredito que é essencial que as mulheres compartilhem suas experiências para que as mulheres percebam que ficar plana é uma alternativa. Uma abordagem consciente e espiritual poderia substituir o corpo estranho estético em casos particulares.

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